Temporada de vírus respiratórios: gripe, COVID e VSR, e como se preparar
Com mais tempo em ambientes fechados e mudanças de clima, aumentam os casos de gripe, COVID-19 e vírus sincicial respiratório. Revisamos quem deve se vacinar, que medidas simples funcionam e quando um resfriado precisa de atendimento médico.
Foto: Wikimedia Commons · CC0
Todos os anos, em diferentes épocas conforme a região, os serviços de saúde se preparam para a mesma coisa: o aumento das infecções respiratórias. No hemisfério norte, isso acontece no outono e inverno; no Brasil, o pico costuma ser no outono e inverno locais, mas os vírus circulam o ano inteiro e viajam com as pessoas. Os três principais protagonistas são a gripe, a COVID-19 e o vírus sincicial respiratório (VSR), além dos vírus do resfriado comum.
Por que há mais contágios em certas épocas
Não é o frio em si que nos deixa doentes, mas uma combinação de fatores. Quando esfria ou chove, passamos mais horas em ambientes fechados, perto de outras pessoas e com janelas fechadas, o que facilita a transmissão dos vírus pelo ar. Alguns estudos também sugerem que o ar seco ajuda certos vírus a sobreviver mais tempo e que as defesas do nariz funcionam um pouco pior em temperaturas baixas. As aulas também têm papel importante: as crianças compartilham vírus com facilidade e os levam para casa.
As vacinas: a primeira linha de defesa
As recomendações variam de país para país, por isso vale consultar sua unidade de saúde. De forma geral, as autoridades sanitárias costumam recomendar:
- Vacina da gripe todo ano para idosos, gestantes, pessoas com doenças crônicas (coração, pulmão, diabetes, rim), profissionais de saúde e crianças pequenas. Em alguns lugares é oferecida a toda a população. Como o vírus muda, a vacina é atualizada a cada temporada.
- Vacina atualizada da COVID-19 para idosos e grupos de risco, conforme o calendário de cada país.
- Proteção contra o VSR: nos últimos anos chegaram vacinas para idosos e gestantes, e anticorpos para proteger os bebês na primeira temporada. O VSR é uma das principais causas de bronquiolite em lactentes.
As vacinas não evitam todos os contágios, mas reduzem muito o risco de doença grave, internação e complicações.
Medidas simples que funcionam
- Ventilar. Abrir as janelas alguns minutos várias vezes por dia renova o ar e reduz a concentração de partículas com vírus.
- Lavar as mãos com água e sabão, principalmente antes de comer e depois de assoar o nariz.
- Cobrir a boca ao tossir ou espirrar com o cotovelo ou um lenço descartável.
- Ficar em casa se estiver doente, sempre que possível, para não contaminar outras pessoas.
- Usar máscara em situações específicas: se tiver sintomas e precisar sair, ao visitar pessoas vulneráveis ou em serviços de saúde.
- Cuidar dos hábitos: dormir bem, comer de forma variada e se manter ativo ajudam o sistema imunológico.
Resfriado, gripe ou COVID: como diferenciar
Os sintomas são muito parecidos e só um teste confirma qual é o vírus. Como orientação:
- Resfriado: costuma começar aos poucos, com nariz entupido, espirros e dor de garganta leve. Raramente dá febre alta.
- Gripe: começa de repente, com febre alta, dores musculares fortes, calafrios e muito cansaço.
- COVID-19: pode parecer qualquer um dos dois. Às vezes inclui perda de olfato ou paladar, embora seja menos comum que no início da pandemia.
- VSR: em adultos saudáveis costuma parecer um resfriado, mas em bebês e idosos pode causar falta de ar.
Os autotestes de antígeno vendidos em farmácias podem ajudar a detectar a COVID-19.
Cuidando-se em casa
A maioria das infecções respiratórias passa sozinha em uma ou duas semanas. Enquanto isso: descanso, bastante líquido, paracetamol ou dipirona ou ibuprofeno se houver febre ou dor (seguindo a bula e sem combinar produtos com o mesmo princípio ativo), e mel para acalmar a tosse em adultos e crianças maiores de um ano. Antibióticos não funcionam contra vírus e não devem ser tomados sem receita.
Sinais de alerta
Procure atendimento se surgir:
- Falta de ar ou respiração muito rápida.
- Dor ou aperto no peito.
- Febre alta por mais de três dias ou que volta depois de melhorar.
- Confusão, sonolência excessiva ou dificuldade para acordar.
- Lábios ou rosto arroxeados.
- Em bebês: recusa da alimentação, pausas na respiração, costelas afundando ao respirar ou menos fraldas molhadas.
- Piora de uma doença crônica, como asma ou insuficiência cardíaca.
Prepare-se com antecedência
O melhor momento para se vacinar é antes de os vírus circularem com força, nas campanhas anuais organizadas pelo sistema de saúde. Conferir a caixa de remédios, ter um termômetro em casa e saber para onde ligar em caso de dúvida também ajuda a passar essa época com mais tranquilidade. Com poucas medidas simples, podemos proteger a nós mesmos e a quem mais precisa.
Conteúdo informativo. Não substitui a consulta com um profissional de saúde. Aviso médico





