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Como revisar a farmacinha de casa em 15 minutos: validade, armazenamento e o que não pode faltar

Comprimidos vencidos, xaropes abertos há meses e remédios guardados no banheiro. A farmacinha de casa costuma ser uma pequena bagunça. Propomos uma revisão rápida, o que fazer com o que não serve mais e uma lista básica para estar preparado.

Redação Salud3 ·

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Como revisar a farmacinha de casa em 15 minutos: validade, armazenamento e o que não pode faltar

Foto: Wikimedia Commons · CC0

Abrimos a farmacinha quando dá dor de cabeça ou alguém se corta, mas quase nunca paramos para revisá-la. É uma boa ideia fazer isso de tempos em tempos, especialmente antes das épocas de mais gripes e resfriados. Em uns 15 minutos você se livra do que venceu, organiza o que é útil e confere se não falta nada importante.

Passo 1: esvazie e confira as datas

Tire tudo e coloque sobre uma mesa. Olhe a data de validade de cada produto. Lembre também que alguns remédios têm um prazo de uso depois de abertos menor que a data impressa: colírios, xaropes, pomadas e suspensões infantis costumam durar só algumas semanas ou meses depois de abertos. A bula informa. Uma dica útil: escreva com caneta na embalagem a data em que você abriu.

Descarte também qualquer remédio que tenha mudado de cor, cheiro ou textura, mesmo dentro da validade, e comprimidos soltos sem embalagem nem bula: você não saberá com certeza o que são nem qual a dose.

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Passo 2: não jogue no lixo comum nem no vaso sanitário

Remédios jogados no vaso ou no lixo podem contaminar a água e o solo. Muitas farmácias têm pontos de coleta específicos para medicamentos vencidos ou que você não usa mais. No Brasil, há regras nacionais para o descarte e muitas redes de farmácias participam. Leve os remédios com caixa e bula. Se não houver coleta na sua região, pergunte na farmácia ou na prefeitura como descartar. Agulhas e lancetas devem ir num recipiente rígido próprio.

Passo 3: fique atento a alertas e recolhimentos

De vez em quando, as autoridades sanitárias determinam o recolhimento de um lote específico de um remédio por problema de qualidade ou de embalagem. Se você usa um medicamento com frequência, vale consultar de vez em quando o site da agência reguladora do seu país (no Brasil, a Anvisa), onde esses alertas são publicados, ou perguntar na farmácia. Nunca abandone um tratamento contínuo por conta própria por causa de uma notícia: fale antes com seu médico ou farmacêutico.

Passo 4: o lugar importa

Por incrível que pareça, o banheiro é um dos piores lugares para guardar remédios. O vapor do chuveiro e as variações de temperatura podem alterá-los. O ideal é:

  • Um lugar fresco, seco e escuro, como um armário do quarto ou do corredor.
  • Fora do alcance e da vista das crianças, de preferência no alto ou com tranca. Intoxicações acidentais por remédios são uma causa frequente de idas ao pronto-socorro infantil.
  • Longe da cozinha e de fontes de calor.
  • Remédios que precisam de refrigeração (algumas insulinas, vacinas ou colírios) devem ficar na geladeira, numa prateleira do meio, nunca no congelador.
  • Sempre na embalagem original e com a bula.

Passo 5: o que não pode faltar

Uma farmacinha básica para casa pode incluir:

  • Para machucados: gazes estéreis, curativos adesivos de vários tamanhos, esparadrapo, soro fisiológico, um antisséptico (como clorexidina), tesoura sem ponta e pinça.
  • Para dor e febre: paracetamol, dipirona ou ibuprofeno, em versões para adultos e, se houver crianças, adequadas à idade e ao peso.
  • Termômetro digital.
  • Para o estômago: sais de reidratação oral, úteis em diarreias e vômitos.
  • Para alergias leves: um antialérgico indicado pelo farmacêutico.
  • Bolsa de gelo instantânea ou de gel.
  • Luvas descartáveis.
  • Uma lista com os telefones de emergência, do centro de informação toxicológica e os remédios e alergias de cada pessoa da família.

Não precisa acumular: é melhor ter poucos produtos úteis e em bom estado do que uma montanha de caixas.

Erros comuns

  • Guardar sobras de antibiótico "por via das dúvidas". Antibióticos só com receita e pelo tempo indicado. A automedicação favorece a resistência bacteriana.
  • Duplicar princípios ativos. Muitos antigripais já têm paracetamol; tomá-los junto com paracetamol pode ultrapassar a dose segura. Leia sempre a composição.
  • Usar colher de cozinha para medir xarope. Use o dosador que vem com o remédio.
  • Compartilhar remédios receitados para outra pessoa.

Marque a próxima revisão

Revisar a farmacinha duas vezes por ano, por exemplo no começo de cada semestre, é um hábito fácil de lembrar. Quinze minutos de organização podem evitar um susto e poupar uma corrida à farmácia na pior hora. E, em caso de dúvida sobre qualquer remédio, o farmacêutico é um grande aliado.

Conteúdo informativo. Não substitui a consulta com um profissional de saúde. Aviso médico

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